
A MUBi – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta – lançou o Manifesto “Cidades Vivas: 10 medidas para devolver a cidade às pessoas”, uma chamada à acção urgente para transformar o espaço público urbano em Portugal, colocando as pessoas no centro das políticas de mobilidade e planeamento urbano.
O Manifesto, disponível em cidadesvivas.mubi.pt, reúne um conjunto de princípios e exigências dirigidas às candidaturas às eleições autárquicas de 2025, com o objectivo de repensar profundamente a forma como o espaço urbano é utilizado, distribuído e vivido. O documento apela à redução da dependência do automóvel, à valorização da mobilidade activa e ao desenho de cidades mais inclusivas, seguras e resilientes às alterações climáticas.
“Não basta prometer fazer ciclovias. É necessário alterar radicalmente as prioridades no uso do espaço público. O Manifesto é um apelo à acção colectiva por cidades que promovam, efectivamente, a saúde humana e ambiental, a justiça social e o bem-estar de todas as pessoas.”
— afirma Vera Diogo, Presidente da MUBi.
A iniciativa conta com o apoio de diversas organizações da sociedade civil, reforçando uma ideia cada vez mais transversal que questiona o modelo actual de cidade centrada no automóvel.
O Manifesto “Cidades Vivas” propõe, entre outras medidas:
- A redistribuição equitativa do espaço viário em favor dos modos activos e do transporte público;
- A criação de ruas escolares, zonas de coexistência e áreas de trânsito condicionado;
- A adopção do limite de 30 km/h como norma nas áreas urbanas;
- A integração da justiça social e ambiental nas decisões de planeamento urbano e mobilidade.
O lançamento do Manifesto ocorre num contexto de crescente consciencialização sobre os impactos da mobilidade motorizada na saúde pública, no ambiente e na qualidade de vida urbana. A MUBi convida candidatos/as e forças políticas a subscreverem e a juntarem-se à transformação das cidades portuguesas em Cidades Vivas.